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2.4.06
Do Fim
Porque tudo que tem um começo, tem um fim. Mas esse fim, na verdade é uma evolução. Sai o deus, entra o mortal. Uau... que evolução!!! hehehe. Mas o mortal em questão sou eu, não se esqueçam!!! - Ah sim! grita a platéia conformada. Sou eu, totalmente repaginado em allancotrim.wordpress.com
Ah, e a frase inicial é um plágio de matrix sim!!! Porque é do oráculo. E apesar de não ter sido dita por Gloria Foster, pra mim é como se tivesse sido. No more obviedades!
2.4.06
26.3.06
E durmo pensando em você... acordo pensando em você... meu primeiro e último pensamentos... E me confesso, de fato, mais fraco que Eros... E me sinto tão feliz por isso...
26.3.06
25.3.06
Como posso ser tão covarde? A realidade se mostra de forma contundente. Não há o que ser escondido. Não há o que ser disfarçado... E ainda sim a timidez sobrepuja a vontade...
25.3.06
E eu só posso falar do amor. Porque pra quem ama, só o amor existe, e diferente de todos os outros sentimentos, ele só existe pra que o sente. Porque mesmo sem amiigos, você não tem dúvidas de que a amizade exista. Mesmo sem odiar, você sabe que tal sentimento povoa o interior de muitos de nós. Raiva, medo, alegria, euforia, carência... Todos sabemos existir... Mas passe toda uma vida sem amar, e me diga depois, num hálito de novalgina, qual a sua real acepção sobre o amor.
Eu estava fadado a viver num mundo de antitérmicos... Pensava, e ainda penso, que existem pessoas que nascem para amar e outras não... como penso que existam pessoas que nascem para trabalhar e outras não... Mas o que eu pensava, e me vi redondamente enganado (já perceberam que " redondamente" aliado a "enganado" dá uma impressão de intensidade? Sim... porque redondamente atrasado, ou rendodamente faminto não transmite essa impressão...) é que Eu era uma das pessoas fadadas a não amar... Adoro errar dessa forma... Quando o erro beneficia, como pensar que foi mal numa prova e se sair muito bem...
25.3.06
19.3.06
E quando a gente tem vontade de mudar tudo na nossa vida? Quando a gente percebe que os anos estão passando e não estamos, de fato, fazendo o que pensávamos que podíamos fazer? Um misto de vergonha e decepção. A vergonha por conta da decepção. Não somos criados para fracassarmos. Não somos criados pra simplesmente viver. Não! Somos um misto de expectativas e decepções. Porque a cada momento temos a certeza de que no fim de tudo, as coisas irão se acertar. Porra nenhuma!!!! E se no fim de uma vida miserável, vc ainda vá pro purgatório ou pro inferno, por não ter dado esmola, ou não ter rido de uma piada, ou comido carne da quaresma, ou coisa do tipo!!! Por favor, leiam "purgatório" "inferno" de forma ilustrativa, que eu não vou ficar respondendo a coments dizendo que "inferno e purgatório são invenções" ou coisas do tipo. uffff!!!!
19.3.06
18.1.06
Losing my religion
Porque essa parte da música não sai da minha cabeça. Culpa de Tori Amos.
18.1.06
24.11.05
... Meu bem qualquer instante
Que eu fico sem te ver
Aumenta a saudade
Que eu sinto de você
então eu corro demais
Sofro demais
Corro demais
Só pra te ver meu bem...
Se você vivesse sempre ao meu lado
Eu não teria
Motivo pra correr
E devagar eu andaria
Eu não corria demais...
Tato. Mais do que qualquer outro sentido, o tato parece transcender o seu sentido próprio.
24.11.05
14.11.05
Porque há o amor
Love is a heart abused
Love is a mind confused
Love is the pleasures untold
... My love has no reason, has no rhyme
Porque eu estou muito, muito feliz, ainda só de pensar... ainda sem dizer. A única coisa que eu sei é que esse amor é meu. Até porque, como dizia nana, "só é seu aquilo que você dá".
14.11.05
Medo
Acho que não há outro sentimento em mim, hoje, maior que esse. Ironicamente (mais uma vez) eu costumava me deliciar com esse tipo de sentimento. Acho que em doses cavalares, como as de agora, esse ligeiro prazer passa facilmente a um estade de angustia permanente. É certo que não é um estado que irá permanecer. O medo é como a sensação de prazer, extremamente fulgás. E o é pela sua própria essência, sob pena de, não o sendo, passar a não fazer o mesmo efeito orgânico, perdendo pois, grande parte de seu poder.
Talvez depois dessa experiência eu passe a temer mais o medo... Talvez não. Mas, sob tudo isso, acreditem, há uma pessoa que está certa e confiante que um grande bem está para acontecer. Só espero que não demore muito, que eu preciso de algo realmente bom na minha vida.
14.11.05
11.11.05
Fácil
Não podia ser mais fácil. sem culpas, sem medos, sem pudores, enfim... Eu valorizo tremendamente as coisas que vêm fácil. Sou totalmente entusiasta da lei do menor esforço. Não se trata de preguiça, mas de uma filosofia de vida. Pode ser, e na maoiria das vezes é, criticada pela pessoas. Mas o fato é que, as pessoas nasceram para a felicidade. Se matar para fazer qualquer coisa só para, no final, valorizá-la... As pessoas o fazem, é fato, mas ter a cara de pau de dizer que isso é preferível a pular a fase do esforço... É demais... os dois um: ou a pessoa é hipócrita, ou é masoquista. Mas no caso de ser masoquista, há a produção de prazer no processo, o que não desvalida a lei do menor esforço.
11.11.05
9.11.05
Sobre a Sorte
Você me dá sorte, meu amor...
você me dá sorte na vida
E se tudo o que sempre pensamos sobre amor, felicidade, amizade, alegria, fosse apenas no plano teórico? Se soubéssemos ou até vislumbrássemos a existência de tais sentimentos, muito embora nunca os tivéssemos sentido? Um misto de frustração e impotência impregnaria nossas almas, manchando-as paulatinamente de marrom, tal como um câncer pulmonar... A respiração ficaria mais difícil e a pouca quantidade de ar tonaria os pensamentos densos demais para que pudéssemos sair deles... E a escuridão assolaria toda a nossa existência.
Uma vez que apenas um desses sentimentos fosse por nós ignorado, tais efeitos seriam mais esparçados no tempo, mas fatalmente em determinado momento, nós nos veríamos envoltos em fumaça.
Até então, digamos que eu estivesse prestes a entrar nessas brumas... A saída era algo intangível. Viveria mil anos sem conseguir tocá-la, apesar de saber da sua existência.
E, de repente, como num filme ou algo do gênero, você tem a plena certeza de que não está num mundo de sonhos. Não está fadado a um destino solitário. Sim, porque o toque não reconforta, apesar de momentaneamente propiciar a dopamina suficiente para viver mais um dia.
A Sorte se manifesta exatamente nesse momento. Não como uma mera casualidade, mas como uma entidade, dotada de personalidade. Aparece como uma senhora idosa, que atravessa uma ponte e, num dado momento, tropeça e cai. Nesse momento, pequenas fagulhas de luz escapam por baixo de seu manto e caem na terra. Ela levanta, abana o pó, e se vai. As fagulhas que permaneceram no chão são levadas pelo vento. São trazidas até a humanidade pelo vento do leste e espalhada. Mas se sabe que Éolos não as distribui ao acaso. Sempre há uma tempestade que forçosamente faz com que as fagulhas fiquem transparentes e pousem em cima da cama de cada pessoa escolhida. Nesse momento, um trovão ecoa. As pessoas acordam. Nem todas percebem fagulhas nas suas camas. As que percebem são inebriadas pelas fagulhas. As que não, continuam sua vida normal.
A Sorte é, portanto, uma manifestação divina junto a quem a percebe. A união de oportunidade e talento. Ela - a Sorte - existe, sim... E uma vez na sua vida é a prova viva da existência divina...
9.11.05
7.11.05
Ironic
It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic... don't you think?
Pois é... Acontece nas melhores (e piores) famílias. Se alguém pode ter alguma dúvida da existência de Deus, fique certo de que ele existe sim... E é irônico pra caramba. Você pede, pede, pede... E quando consegue... É uma comédia divina particular, como dizia Al Pacino...Me desejem sorte... Porque eu acho que, pela primeira vez, eu vou precisar...
7.11.05
4.11.05
toc toc toc
... mundo velho e decadente mundo
ainda não aprendeu a admirar a beleza
a verdaderia beleza...
a beleza do erro, do engano, da imperfeição
Um toque... por apenas um toque ele acabou fazendo uma das coisas que prometera jamais fazer. Mas precisava do toque... Como ainda precisa. Mas hoje, com menor intensidade. Talvez porque saiba do depois do toque. Mas, ainda sim, se percebe um escravo, tal viciado com sua droga, incapaz de viver sem ele. Quisera saber como seria um toque cujo depois do toque não o machucasse. Quisera poder contar com um simples carinho após o toque. Quisera deixar de se privar de determinadas bobagens, e, talvez, deixaria ele próprio de ser o bobo de sua história.
4.11.05
31.10.05
Mimetização
E como uma segunda pele, um calo, uma casa
Uma cápsula protetora
Eu quero chegar antes
para sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus
Eu simplesmente não sei ouvir essa parte da música sem pensar numa coisa apenas. Parece-me que há somente um sentido para esse excerto, apesar de saber que tal aparência somente revela que eu tenho plena consiciência do que revela para mim. Isso ainda me machuca. E eu quero saber até quando isso vai doer. E eu quero saber até quando eu vou deixar isso doer. Não quero me encaixar em lugar nenhum. Tal qual uma pedra com lados disformes, uns lapidados, outros, ainda brutos, seja onde tentem me colocar, eu vou estar incomodado, que eu ainda não achei uma forma perfeita para mim. E acho que não vou encontrar...
31.10.05
28.10.05
Entulhos
Tenho vontades... Impressionante como as pessoas são diferentes mais pelos desejos do que por qualquer outra característica. Sim, porque a partir dos meus desejos, posso perfeitamente, a plenos pulmões, dizer o quanto eu gosto de algumas coisas e o quanto eu detesto outras. Tenho vontades... Muitas delas me envergonham... São egoístas... vontades próprias que não posso deixar de assumir, mas que, como o lixo numa casa que não deu para limpar, escondo das visitas debaixo de qualquer móvel. Na verdade, mais fácil seria pedir ajuda para limpar a casa... Mas o lixo revela coisas tão íntimas, que, como as vontades, tenho vegonha.
O fato é que, de vez em quando, é bom posar de bom mocinho... Principalmente quando você se cansa um pouco de ser recriminado a todo momento por suas vontades não coincidirem com as vontades que as pessoas esperam que você tenha. Somos seres sociais, e por isso mesmo, dizer-se auto-suficiente da opinião alheia só revela uma insegurança revestida de megalomania.
28.10.05
26.10.05
Amor de Índio
Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo, viver a teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar
Abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser tudo
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sol é sagrado
E alimenta de ouro horizontes
O tempo acordado de viver
No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor e ser tudo
Sim, todo amor é sagrado, sim.
Deve ser assim mesmo...
26.10.05
24.10.05
Esquecimento
Esqueci deste cantinho há um bom tempo... Não que tenha sido algo premeditado. Na verdade, acho que há um bom tempo me esqueci também de mim; sim, porque não escrever faz com que não nos lembremos. Não sei se, aí, resida uma certa premeditação. Mas, enfim... intencional ou não, só hoje me dei conta desse meu afastamento pessoal da figura que eu sou e construi durante os quase 25 anos de existência. E o pior de tudo, não sei se essa tomada de consciência desse esquecimento seja uma coisa boa.
24.10.05
1.7.05
Amor?
"É uma coisa terrível a consciência de que se depende tanto de uma outra pessoa; de que todo o seu sentido de bem-estar está vinculado a essa outra pessoa; de que precisa dela, de que é dela o seu amor; de que ela é a principal testemunha da sua vida."
1.7.05
24.5.05
Vergonha
Acho que cheguei, enfim, a uma opinião final sobre mim. Só que eu tenho vergonha de contar...
24.5.05
3.5.05
Conflito
E saber que uma pessoa com problemas psiquiátricos passa a te dar conselhos... Conselhos que te parecem sensatos, embora tragam em si um germe destuidor da realidade que você impõe aos seus e demais olhos. A loucura deixa as pessoas mais sensíveis, mesmo que algumas pessoas doentes não consigam dominar tal sensibilidade... São como animais, e digo isso não em sua acepção pejorativa. Basicamente são animais por não mais seguirem condutas predeterminadas, agindo através de seus instintos, o que faz com que os mesmos aflorem, evoluindo-os. Consciente da sensibilidade aflorada de tais "animais", dar ouvidos aos mesmos pode se revelar como uma simpatia pela loucura...
3.5.05
26.4.05
Uma peça em um ato
Ultimamente tenho desejado tão pouco de tudo... me entregado entusiasticamente a coisas tão sem importância. Parece uma tentativa desesperada de ter algo concreto entre os dedos; de, sei lá, me sentir um pouco normal... Certas ações extremamente caricatas... O riso incontrolável... A necessidade de compor um personagem e a ilusão de que se é tal personagem, meramente pelo fato de todos o perceberem desta forma. Afinal, a pessoa é o que pensa ou o que pensam dela? Politicamente correto achar que a pessoa é o que pensa, o que sente... Mas a sociedade, rejeitando como um todo o pensamento ou o sentimento dessa pessoa, a exclui. E, uma vez excluída, talvez não importe mais saber quem se é, já que o ser humano é um ser social. É sob essa perpectiva que crio o meu personagem e vivo como se estivesse interpretando uma peça. Não que eu não goste do que me tornei. Mas de vez em quando, gostaria de saber qual a opinião da pessoa escondida em mim. Tal qual a mítica Avalon, as brumas que separam quem eu fui de quem me tornei estão ficando mais densas. Meu contato com o ator tem se tornado mais difícil... e, talvez, um dia, não mais consiga me comunicar com ele. Tenho medo desse dia...
26.4.05
12.4.05
Intuição
Seria muito estranho eu estar com um pressentimento, querer defenestrá-lo e não conseguir?
12.4.05
Code Da Vinci
Tudo que tem um começo... Tem um fim...
12.4.05
8.4.05
Code Da Vinci
Estou entregue... Simplesmente não consigo ler outra coisa... Hoje, página 222.
8.4.05
22.3.05
A volta
Um ciclo de auto-destruição. O fim como uma eternidade de voltas que se completam. E quem disse que Profecias não poderiam ser realizadas apenas pela crença das pessoas nelas?
22.3.05
11.3.05
Maldição
Estarei bebendo o vinho, comendo a carne e conhecendo o calor da mulher quando de você não restarem nem os ossos.
11.3.05
9.3.05
A escuridão está vindo
Mornie utúlië
Mornie alantië
9.3.05
4.3.05
Fui dominado por um pavor muito pior do que qualquer medo que houvesse sentido antes. Todos nós temos nossos temores secretos, Stefan. Um homem pode enfrentar tigres e recuar diante de um besouro. Outro pode abrir caminho em meio a um regimento inimigo e não conseguir ficar trancado com um cadáver num quarto.
4.3.05
3.3.05
Inevitável
Tenho passado ultimamente uma fase tão estranha. E olha que houve fases em minha vida realmente estranhas... Umas nas quais me fiz valer o título de hedonista. Outras tão deprimentes que sequer ouso voltar-lhes a face. Mas de todas, a que mais me deixou intrigado e temeroso é a atual. Não pelo fato de que a simples atualidade faz com que medos pretéritos percam muita de sua original força com o passar do tempo. Na verdade, a falta da real noção do que ocorre, ou de um meio de me afastar de tal realidade é o que me assombra.
3.3.05
" Venha agora, meu Lasher, venha me vingar! Destrua meus inimigos! Curvando-se ao meio, ela ergueu as mãos, com o rosto vermelho e enfurecido. - Eu o vejo Lasher. Eu o conheço. Eu o chamo! - E voltando a ficar ereta, com os braços abertos. - Destrua meus filhos, destrua quem me acusou! Destrua os que vieram para me ver morrer!"
3.3.05
1.3.05
Pieguice incontrolável
" Pensou, sonhador, que esta era a prova do seu amor, a de não aguentar estar tão feliz sem o outro ao lado."
1.3.05
24.2.05
Contundente
Registro de algo que pode fazer de um mísero mortal, um ser inimaginável por céticos. Uma vastidão. Impressionante a capacidade de nos fazer pequenos, sem som, sem toque, apenas com a nossa presença. Nossa presença nos diminui. Criação evocadora de uma paz angustiante. Ignora a natureza humana, ao ressaltar aspectos de nossa psique que, por si, já nos transtorna. Incrível algumas pessoas incorporarem, num ato de penitência inconsciente, a palavra como verdade e a partir daí, reconhecendo a própria insignificância, adquirirem um alto grau de tolerância. Mas isso vindo de divindades, causa aos mortais uma aversão quase unânime. Será porque?
24.2.05
21.2.05
Entrelinhas
"Eu poderia matá-la... Poderia livrá-la do sofrimento. Sei que poderia. Sinto a força dentro de mim, só esperando ser posta à prova."
21.2.05
16.2.05
Agradecimentos
Gostaria de agradecer do fundo do meu coração a todos os meu queridos visitantes, que de forma tão carinhosa têm deixado suas contribuições nos coments!!!
16.2.05
1.2.05
Melancolia é uma palavra extremamente sonora... Suave, harmônica. Traduz-se de forma latente. Evoca em si toda a carga que a compõe.
A carência que as pessoas tem de pessoas é uma forma peculiar de se caracterizar um ser humano. Homem como ser social. Homem como componente de uma estrutura que, por sua vez o compõe.
É engraçado notar a carência social como é intrínseca ao ser humano.Engraçado e triste.
A dependência das outras pessoas não é um sentimento bom de se notar. Sim, porque sendo inato ao homem, pode ele não perceber, mas isso não faz com que tal dependência não exista.
O ¿penso, logo existo¿ não tem a acepção vulgar que vincula a existência ao pensamento. Não! Não se pode conceber o pensamento como da existência, afinal não tem o poder de criar a realidade. Antes disso, seu poder é sensorial. Trata-se da percepção do ser como ser.
O pensamento sobre a existência traz consigo questões circundantes, tal qual a possibilidade de, ao estudar o passado, se imiscuir em seus ideais, e envolto numa atmosfera, como uma amálgama, passar-se a ser contaminado com um sentimento de nostalgia. Como poderia ser possível nostalgia de tempos pretéritos ao próprio nascimento, visto que nada existira anteriormente ao pensamento de tais tempos?
O termo nostalgia me parecer inadequado, é fato. Por certo, haveria um sentimento de melancolia... Ahhh a melancolia...
1.2.05
28.1.05
Palavreado
Fico muito feliz por estar certo de que algumas coisas que julgava impossíveis, podem ser apenas complicadas... Tenho me exercitado dialetica e diuturnamente em provocar algumas reações. Gosto da palavra diuturna... Evoca menos que a eternidade, que eu prefiro... mas por ser menos utilizada, não tem sua carga dissipada. Não se trata de pedantismo - que fique muito claro. O caso é que, quando se utiliza uma palavra em demasia, ela acaba perdendo um pouco sua essência. Dois exemplos disso: a palavra saudade e a palavra amor.
Hoje em dia, se você disser que está sentindo a falta de determinada pessoa, estará sendo mais contundente que simplesmente dizer que está com saudades. Dizer que ama alguém perdeu há muito sua força. Amores atuais passam como febres... Mas dizer que o seu sentimento por alguém está além da compreensão... ou é algo divino... ou qualquer outra metáfora transmite à pessoa a real acepção do que se sente...
É estranho a capacidade de agumas palavras perderem sua força, enquanto que outras, utilizadas muito mais vezes, conseguem mantê-la. A palavra mágoa; ou um simples NÃO!, por exemplo.
Enfim... embora diga algumas coisas, cujos significados já tenham sido esmaecidos, não sei bem o que acontece, mas em minha boca elas retomam toda a sua fúria... Parece que tudo o que digo deve ser intrepretado da forma mais negativa possível...
28.1.05
26.1.05
Senhas
Eu não gosto do bom gosto. Eu não gosto de bom senso. Eu não gosto dos bons modos. Não gosto!!!
26.1.05
25.1.05
Medos e desvarios...
Alguma coisa de ruim se aproxima... Posso sentir, não sei bem como... E quanto mais esforço em me focar para compreender, mais a sensação de angústia se avoluma. Quisera poder simplesmente expressá-la. Escrever, gritar... Mas qual um orgasmo infantil há anos de sua complitude, sinto-me longe de qualquer modo exaustivo de expressão. Enfim...
25.1.05
28.12.04
De ontem para hoje eu dormi 00:30 h. Isso mesmo: meia hora. E não passei a noite transando, bebendo, dançando... Em casa, só. Tá pra nascer uma pessoa igual.
28.12.04
Não quero passar o reveillon com ninguém a minha volta. Preferiria umas três garrafas... podia ser até de chandon mesmo, a ter que aturar desejos de feliz ano novo! Eu, meus espumantes e uns bons dvd's. Pronto. Perfeito. Se vacilasse daria até pra chegar na praia e jogar minhas flores pra Iemanjá. Mas só. Sem felicitar ninguém, nem ser felicitado. Estou pensando seriamente em dar o zig em váaaaaarias pessoas...
28.12.04
22.12.04
Não terei um Natal em minha casa. Será o primeiro de minha vida. Nesse ano, vários acontecimentos foram inéditos em minha vida. Não sei bem o que motivou tais revoluções. Mas, no meu íntimo tenho a convicção que mais e mais vezes acontecimentos serão inéditos para mim. Evolução? Para uma pessoa que ama uma rotina pautada no prazer não poderia ser atribuída tal característica. Por outro lado, pessimistas de plantão encarariam como um presságio de mau agouro o acontecimento dos eventos novos (lê-se eventos ruins). Definitivamente não sou uma pessoa pessimista, como também não posso ser encarado como uma metamorfose ambulante (eu odeio, mas realmente odeio Raul). Penso que nesse novo ano adoraria revoluções. Adoraria sei lá... Perder. Ganhar... Mais ganhar que perder, é fato. Mas descobri que se você só pedir para ganhar, pela lei de compensações regedora do universo, acabará sem nenhuma vitória, pois para adquirir algo, você tem que jogar alguma coisa fora. E não necessariamente algo que você não use mais. Não se trata de campanha Natal Feliz.
22.12.04
13.12.04
Esse post foi escrito em homenagem a um morto. Sim, porque é inadmissível que pessoas que vivem e chegam ao status de amigos sumirem sem deixar rastros. E como eu já prometi a esse meu amigo que não ligaria marcando mais nenhum reggae, visto que apenas eu ligo, simplesmente perdi o contato com o mesmo. Portanto, amigo, acaso você esteja passando por aqui, ao invés de responder com um comment, ligue para a porcaria do celular. Abs.
13.12.04
9.12.04
O sono tem transformado minha vida em sobrevida.
9.12.04
8.12.04
Uma lágrima artificial desce lentamente pelo meu rosto.
8.12.04
30.11.04
Certas pessoas nos passam a impressão de que, por mais que tentemos fazer diferente, ser diferentes, não temos a capacidade de escolher uma forma de viver. Há apenas uma forma, e acaso não nos enquadremos conscientemente em tal, possivelmente estaremos envolto nela, sem que percebamos... Isso muitas vezes nos leva a crer que não passamos de idiotas num campo minado onde cada passo nos conduz ao game over... É triste perceber o desencanto pelo mundo, o desencanto por ideais intrínsecos à natureza humana, ou ao meio em que tal natureza foi construída... Na medida em que pequenos delitos ou a percepção desses pequenos delitos nos forjam a carapaça necessária para vivermos num mundo real, nos tornamos mais afastados desse mundo, que existe, que é real. Vemo-lo através dum vidro tão espesso, que sequer podemos ouvir o som das coisas, ou senti-las. Daí, longe e afastados de um mundo real, pensamo-lo utópico, enquanto vivemos comprimidos em pequenos espaços criados por nós mesmos, por querermos evitar a desilusão, tão necessária no processo de crescimento e desenvolvimento interior. Encararmos todos os eventos sob uma ótica pessimista nos faz, no máximo, quando, porventura, algum evento der certo, ficar no lucro, pois não esperávamos nada mesmo... O erro na repetição de tal conduta é que não praticamos o perder. A esperança é tão fundamental para o homem, como o são a vitória e a derrota.
30.11.04
19.11.04
A diferença de um ponto numa nota pode transformar a vida de uma pessoa. Fiquei pensando muito nisso, ao ler a lista de aprovados no exame da ordem... Pessoas realmente inteligentes e capazes não poderem exercer a sua profissão pelo simples fato de não terem suas provas o conteúdo esperado por um avaliador. Isso chega a ser cruel... Como explicar em casa que, apesar dos cinco anos de faculdade, você perdeu no exame da ordem? Com que cara olhar para as pessoas, que, apesar de conhecerem vc e reconhecerem o seu potencial, te olham agora como um vadio, que passou cinco anos sendo sustentado pelos pais e sequer teve a ombridade de dar um mínimo de orgulho, sendo aprovado? E o pior... Fazer uma festa de formatura, na qual todos estão te congratulando por uma conquista, a qual, depois de um simples resultado, não mais tem significado algum? Estou triste... muito, mas muito triste por tudo isso... por perceber que somos o fruto de um momento... que passamos toda a vida sendo "perfeitos" e num momento, toda aquela aura que nos cobria encobrira-se de lama, imunda e fétida. Será que, realmente, a humanidade tem algum direito de cobrar das pessoas a perfeição a todo momento?
Enfim... estou num estado de outro espírito que não o meu... Apesar disso, eu passei na porcaria do exame da OAB...
19.11.04
17.11.04
Estarei indo para a Veneza brasileira (odeio essa figura de linguagem... nem sei porque teimei em usá-la) no dia 03 do mês do redentor (ai meu Deus... vai ser o post todo assim?). Estou pirado porque a porcaria da passagem aumentou R$ 20,00... Dava para comer tudo de caranguejo... À propósito, eu adoro caranguejo... Na verdade eu adoro todos os frutos do mar. Quero que fique registrado que eu sei perfeitamente bem que a porcaria do caranguejo não é porcaria de fruto do mar... Sei que vem da porcaria do mangue e sei que sua coleta no Nordeste vem sendo inferior a anos anteriores, tendo, inclusive, a porcaria do crustáceo, sido importado da porcaria do Pará. Mas o fato é que nos lugares em que habitualmente se vende a porcaria do caranguejo, vendem, igualmente, as porcarias dos frutos do mar... isso explica a porcaria do início do post, no qual eu tava querendo fazer uma simples remissão à porcaria ora exposta!!! Enfim... Estou indo comprar as passagens hoje. Tomara que não esteja mais cara ainda...
17.11.04
16.11.04
Minha mente não consegue mais acompanhar o que sinto. E o faz por ter certeza que não conseguiria suportar tamanha carga... Opção consciente de se ausentar... Quisera fazer o mesmo com todo o resto. Cada vez que me escondo, me sinto mais exposto... Mais vulnerável, mais humano, talvez. Não tenho condições físicas ou psicológicas de tentar... não... ficar assim.
Meu leque de opções tem-se fechado. E hoje eu estou particularmente deprimido. E não estou com forças para não está-lo. Às vezes esse tipo de sentimento faz com que nos sintamos mais normais... Não há barreiras para a dor. Fiquei à pouco sabendo que a máxima ¿a dor é psicológica¿ é incorreta. Na verdade, os níveis de dor são psicológicos. Mas a dor em si é real. Ultimamente tenho achado poucas coisas efetivamente reais...
16.11.04
12.11.04
O inferno poderia até ser menos ruim do que as últimas semanas... Por sorte, ou azar, não sei bem ainda, eu sobrevivi... Mais do que nunca, tenho a consciência de que estou entrando num novo estágio de minha vida... Certas obviedades cedem lugar a questões muito mais complexas... Outras questões se transformaram em obviedades...Uma ligeira mania de estragar certas relações parece ter cedido lugar à estabilidade inerente à experiência. E sobe tudo isso, imutável e eterno se encontra a figura de um deus. Imutável no seu aspecto mais eminente...Pode até parecer paradoxal, mas a imutabilidade a qual me refiro é a constante mutabilidade. Imutavelmente tal deus é um ser mutável... Compartilho do desejo de imutabilidade. Com relação à eternidade, para mim, o céu é o limite...
12.11.04
10.11.04
Há exatos 67 anos o Estado Novo teve início.
10.11.04
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